“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5, 1-12)

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"Bandido bom, é o bandido morto"

Coronel Amaral mantém o lema: "Bandido bom, é o bandido morto"

Aos 82 anos, ex-secretário de segurança pública opina sobre a violência em Alagoas

Gazetaweb – com Dulce Melo

Em entrevista exclusiva à Gazetaweb, o coronel Amaral, que se tornou um mito na segurança pública de Alagoas, fez avaliações e retrospectivas, afirmando que enxerga com tristeza a realidade da segurança pública. Aos 82 anos, ele disse divergir dos Direitos Humanos e entender que “falta pulso” para as coisas darem certo.

1 – Coronel Amaral como o senhor enxerga Alagoas, neste momento?

R: Como um Estado muito intranqüilo. Se você tivesse oportunidade de dá uma volta por dia no IML, constatava a quantidade de pessoas assassinadas. E o pior, de todas as idades.

2 – Por que tanta violência em Alagoas? De quem é a responsabilidade?

R: A responsabilidade direta pela segurança da sociedade cabe ao governador que, por sua vez, indica os seus representantes, como o Secretário de Defesa Social e outros. Não quero emitir juízo de valor, mas julgo que a segurança do Estado esteja necessitando de alguma coisa, como exemplo preparação do contingente, renovação da tropa, investimento no recurso humano, valorização.

3 – Qual era o método que o senhor usava para as coisas darem certo?

R: No meu tempo se sabia qual o real desempenho da função de secretário, que era dá segurança ao estado de Alagoas sem abusar das prerrogativas no cumprimento do seu dever. Eu não gostava de aparecer, somente de produzir.

4 – Em Alagoas, o que vemos ultimamente é uma migração enorme de criminosos. O que o senhor acha disso?

R: Posso responder pela minha época. Eles respeitavam o sistema, sabiam que o marginal, na gíria, não tinha vez, guarida no Estado de Alagoas. Podiam até tentar chegar, mas, voltavam imediatamente, era a melhor opção.

5 – E a questão da proliferação das drogas, o tráfico?

R: Enquanto secretário, não ouvia nem falar em maconha quanto mais em cocaína e crack. Não tinha nada disso. Hoje, minha filha, saio para andar no calçadão e da Pajuçara até o Hotel Jatiúca o que mais se vê são pessoas no nível médio e alto envolvidos, abertamente. Um absurdo.

6 – O que o senhor acha do sistema prisional? Por que tantas fugas?

R: Aquilo lá é uma escola de marginais. Antigamente, na penitenciária, todos os presos trabalhavam e recebiam um salário, nunca houve uma fuga durante dez anos. Os reeducandos trabalhavam na orla marítima sem ninguém tomar conta e eu dizia apenas que gostaria que não fugissem, mas se alguém optasse por isso não ficasse em Alagoas porque a repressão ia ser grande. E ninguém fugia. Posso dizer que havia uma confiança mútua. Naquela época havia fábrica de roupas e calçados que serviam para ocupar o tempo deles e a remuneração servia de fruto de reserva para quando saíssem. Em época natalina, mais de uma vez, eu, a minha senhora, filhos e a irmã Jacinta fomos ao sistema prisional e levamos pastoril e outras coisas para os presos, em troca, lembro bem, era gratificante, saíamos de lá com presentinhos confeccionados pelo público carcerário.

7 – Além de melhorar a estrutura, o que falta nas polícias Civil e Militar?

R: Falta tirar o povo dos gabinetes, das assessorias. Diga-me, para que um deputado com dois ou três seguranças? Perante a lei, um deputado é igual a qualquer José, João, ou Zé Mané.

8 – Por conta da sua postura, o senhor já recebeu ameaças ou soube que planejaram a sua morte?

R: Nunca existiu essa possibilidade. Como secretário nunca ninguém tentou me desmoralizar, quanto mais pensar em homicídio.

9 – Se recebesse o convite para ser novamente secretário, quais as exigências que faria?

R: Bom, hoje vivo em paz, da minha aposentadoria do Exército e de alugueis de algumas propriedades. Não pensei nisso, mas também não negaria um pedido desde que me dessem as condições. Primeiro queria apoio financeiro para preparar o efetivo e equipar o sistema de segurança. Depois não sofrer ingerência política e assim ter espaço para cumprir as decisões da Justiça.

10 – Qual o lema do coronel Amaral?

R: O de sempre. Bandido bom é bandido morto.

11 – E os Direitos Humanos?

R: Às vezes, desumano. No meu entendimento não tem feito nada para ajudar o secretário de defesa social. O que poderia fazer orientando como proceder em diversos casos.

12 – O caso de grande violência mais recente foi o do policial Anderson? Qual a sua concepção sobre ele?

R: Primeiro quero falar sobre o policial Anderson, que era um ser excepcional, gozava de um bom conceito moral, intelectual perante os seus pares. Os representantes dos Direitos Humanos não tiveram a coragem de manifestar apoio à sua família, ninguém quis saber como estavam o filho e a esposa, os pais, os irmãos. Em contrapartida foram visitar os criminosos para saber como estavam sendo tratados. Isso é inaceitável. Viram o semblante daquela criança que perdeu o seu ídolo, e daquela senhora tão jovem sem o seu companheiro? O que os Direitos Humanos deveriam fazer era responsabilizar o Estado pela educação daquele menino porque seu pai morreu em combate. Mas, sequer apareceram na missa. Qual o apoio das autoridades constituídas? Ele era o chefe de serviço do grupo de elite da Polícia Civil, cadê o governador que não apareceu? Se não pudesse mandasse ao menos um secretário, até mesmo para dá satisfação, dizer que estava sensibilizado e mobilizado.

13 – Coronel, como o senhor se sente ao saber que as pessoas sempre que se deparam com um ato de violência, almejam sua volta?

R: Sinto-me gratificado pelo reconhecimento. Isso é sinal de que quando fui Secretário de Estado, fui útil. E garanto a todos vocês, não me arrependo de nada do que fiz. Se tivesse oportunidade, faria tudo de novo.

13 – Para finalizar, qual o recado que o senhor gostaria de deixar para a sociedade alagoana?

R: Queria agradecer pelo respeito e dizer que gostaria de vê-la acreditando naqueles que são responsáveis por sua segurança.

Fonte: Gazeta de Alagoas


Hoje em dia, mesmo com os altos índices de criminalidade, não se investe devidamente em Segurança Pública (em Alagoas) como nos tempos do Coronel Amaral. E quando algum policial fala que pelo fato do Estado não lhe dar as mínimas condições necessárias de realizar o seu trabalho, basicamente ele vai para o serviço para dormir, parece que cometeu algum crime. As pessoas abominam a mentira, mas também não gostam de quem fala a verdade. E quem vai de encontro à realidade criada por quem está na gerência da situação, realidade esta oriunda dos labirintos do descaso e das mentes poluídas das pessoas que a todo custo tentam maquiar o que há tanto nos salta aos olhos (bem como se perpetuar no poder), sofre o preço da perseguição; quando é apenas perseguição. Muita gente não aceita e não entende a pertinência das críticas dos que se engajam na busca por melhorias para a segurança pública, por que não que ouvir outra coisa que não seja as suas próprias verdades, frutos de afirmações ilusórias, a quem da realidade...

Andressa Dörliuve

Outside Téo!

Governador inaugura delegacia, entrega viaturas e cria Companhia da PM

Agência Alagoas

Outro dia o governador Teotonio Vilela Filho disse que “a melhor resposta e homenagem ao policial civil e ao vigilante mortos em tiroteio durante tentativa de assalto a agência da Caixa Econômica Federal, em Maceió, é continuar de cabeça erguida e continuar a combater o crime sem lhe dar nenhuma trégua.

A afirmação do governador foi feita durante a assinatura de decreto que cria a Companhia Militar Independente de Marechal Deodoro e Barra de São Miguel, como parte das ações realizadas com a transferência do gabinete institucional do Governo para a antiga capital de Alagoas. O governador também entregou duas modernas viaturas à Polícia Militar e inaugurou as obras de reforma da Delegacia de Polícia do município.

Antes de iniciar seu discurso, Teotonio Vilela Filho pediu um minuto de silêncio em memória do policial Anderson de Lima Silva e do vigilante Aldersandro Pereira, também morto no tiroteio. “Nosso governo não passa a mão na cabeça e não tem comprometimento com ninguém que esteja fora da lei. Passou o tempo da ingerência para indicações de delegados ou comandantes de batalhões. Nosso compromisso é com a defesa da sociedade”, enfatizou.

O governador lembrou que o combate à violência é um compromisso mundial e que muitos insistem em que a solução é matar os bandidos. “A experiência mostra que essa solução não é a correta porque não resolve o problema e ainda leva a polícia a descaminhos indesejáveis”.

Mesmo reconhecendo as dificuldades enfrentadas, Teotonio mencionou que, em menos de dois meses, as polícias alagoanas estarão recebendo mais 220 viaturas, novas armas e um helicóptero capaz de conduzir vários policiais para o combate sistemático à criminalidade. Ao lado disso, a política de implantação dos Territórios de Paz e do policiamento comunitário vai continuar. “A política de segurança pública só terá eficácia com a participação de todos, pois essa é uma questão de responsabilidade de cada cidadão”, completou.

Ele destacou ainda o trabalho de parceria que vem sendo feito pelo delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, com as prefeituras municipais para a construção e reforma de delegacias em diversas cidades do Estado.

O secretário de Estado da Defesa Social, Paulo Rubim, anunciou que com a prorrogação do decreto de Urgência, já assinado pelo governador, será possível continuar com as melhorias que estão sendo realizadas nas delegacias de polícia e no sistema prisional alagoano, como em todo o sistema de segurança pública do Estado.

O prefeito Cristiano Matheus ressaltou o trabalho dos atuais gestores da segurança e do governador para conter a violência em Alagoas. “Sei que os senhores têm o propósito de acertar e que são pessoas do bem, como é o governador”, acrescentou.

As solenidades contaram com a presença do secretário do Trabalho, Emprego e Renda, Régis Cavalcante; dos secretários chefes do Gabinete Civil, Álvaro Machado, e do Gabinete Militar, coronel Ronaldo dos Santos; do comandante da PM, coronel Dalmo Senna, além de deputados e da população de Marechal Deodoro.

por Agência Alagoas

Fonte: AQUI ACONTECE


Contudo, em meio a tantos investimentos em materiais e veículos, que ainda são poucos, eu pergunto: de que adianta se investir em aparato material, fazer inaugurações, se não temos efetivo suficiente em nenhuma das instituições que compõem a SEDS para darmos conta do que já existe?

Governador, cadê a oxigenação das corporações policiais, de acordo com o prometido em campanha?

Como cidadã, que acreditou nas suas promessas de campanha, “acho que fui enganada”.

Andressa Dörliuve


Valorização para o polícial

Educação e valorização para a polícia:

mais segurança para quem precisa

Juliana Barroso *

Uma reforma quase silenciosa está ocorrendo em nossas instituições de Segurança Pública. Assim como as empresas, o Estado determinou que investir e valorizar o capital humano das instituições poderá fazer a diferença no enfrentamento à criminalidade.

Com mais preparo e motivação, os profissionais de segurança pública (policiais civis e militares, bombeiros, guardas municipais, agentes penitenciários e peritos) poderão se adequar às novas demandas da sociedade na área.

Incentivada pelo Governo Federal, que destina cerca de 60% dos recursos da segurança em ações de valorização e educação profissional, a mudança traz um novo modelo de fazer segurança pública comprometido com os direitos humanos e fundamentado no saber acumulado e nos avanços científicos.

Foram aplicados mais de R$ 185 milhões, nos últimos três anos, em cursos presenciais e à distância e de especialização que ajudarão a mudar a cultura policial.

Os currículos das Academias, que já não comportam mais a truculência, o senso ordinário e o improviso, estão passando por um processo de revisão e avaliação.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, orienta as Academias por meio da Matriz Curricular Nacional, para que elas realizem o mapeamento das competências necessárias para atuação do policial para a construção de uma nova postura do profissional pautada na ética, na técnica e na legalidade.

Essa postura deve ser trabalhada tanto na formação como nos processos de aprendizagem continuada. A formação é o foco, mas a atualização, o aperfeiçoamento e a especialização deverão propiciar também um profissional reflexivo que pense antes de agir, que compreenda que a sua ação tem impactos na vida de outras pessoas e na sua própria vida.

Além de investir em projetos de educação continuada, na modernização das Academias de Polícia mediante a transferência de recursos, também implementou a Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública - Renasesp, um projeto que propõe um processo de educação continuada, permanente, democrática e gratuita, a partir da parceria com Instituições de Ensino Superior e a promoção de Ciclos de Cursos a Distância (EAD).

Antes da EAD, era comum encontrar policiais que passaram pouco tempo na Academia e, outros, que há mais de 10 anos não participavam de capacitações. Logo no primeiro ciclo de cursos, mais de 30 mil profissionais participaram.

Com a criação do Bolsa Formação, que garante auxílio de R$ 400 para quem participar dos cursos, o último ciclo de aula teve 180 mil inscrições – encerradas num único dia.

Desde sua implementação em 2005, a Renaesp já disponibilizou 459 mil vagas para profissionais da área em todo o país. Isso significa que quase todo o contingente de 559 mil policiais e bombeiros já participou de pelo menos um curso de ensino á distância ou de especialização.

A especialização envolve 66 Instituições de Ensino Superior (IES) com oferta de 82 cursos nas 26 Unidades da Federação. O conteúdo programático além de referendar a Matriz Curricular Nacional está pautado na andragogia e nos princípios dos Direitos Humanos.

A parceria com as IES contribui para a produção científica, a fomentação de novos núcleos de pesquisa e a abertura do diálogo entre dois mundos distantes – as Instituições de Ensino Superior e as Academias de Polícia.

Além disso, a Rede dispõe de uma ferramenta para democratizar e socializar o ensino policial - os cursos à distância. A cada 4 meses, a SENASP disponibiliza uma prateleira de 54 cursos que trazem conteúdos que abordam desde Polícia Comunitária à Investigação Criminal.

A partir de uma gestão compartilhada, foi possível institucionalizar grades mistas nas Academias de Polícia, promover o diálogo com a base e incluir todos os segmentos da área. Esse modelo despertou o interesse de incluir países que querem replicar essa tecnologia.

Agora, o desafio é conseguir o reconhecimento do curso de graduação em segurança pública, já que recente pesquisa revelou que 66,9% dos Policiais Civis, 87,2% dos Policiais Militares e 83,4% dos Bombeiros Militares não possuem curso superior. A iniciativa vai ajudar na especialização e oferecer uma alternativa para o profissional se aprofundar na sua área de atuação.

Trata-se de um processo de mudança de cultura que não é sentida, percebida a curto prazo, mas que com certeza mudará o cenário do país, assegurando um novo modelo de fazer segurança pública.

*Juliana Barroso, socióloga, formada na Universidade de Brasília (UnB) e Especialista em Comportamento Organizacional e Gestão de Pessoas. Trabalha desde 2001 com profissionais de segurança pública e atualmente é Diretora de Ensino do Ministério da Justiça.

Feriado negro

Aconteceu em Alagoas: no feriado da Consciência Negra

Soldado do Corpo de Bombeiros matou colega de farda...

Policial Civil assassinou duas pessoas...

É, as coisas estão ficando cada vez mais feias em Alagoas. Mais um agente da SDS (dessa vez um bombeiro) foi assassinado. A bandidagem está agindo escancaradamente e nossa reação está sendo pífia. E como se tudo não bastasse, ainda tem a triste contribuição de quem deveria reprimir a bandidagem. Em meio a tantos fatos, nossos gestores da SDS perderam o rumo; se bem que uma boa parcela de culpa é do governador, pois fica praticamente impossível trabalhar sem verbas e sem efetivo. Está na cara, todo mundo já sabe, não se faz segurança pública sem dinheiro; mas nosso “ilustríssimo” governador acha que é possível...

Mas não é, pelo fato de que o governador não dá dinheiro, que nossos gestores devem ficar sempre dizendo "SIM" a todos os desmandos. Não se trata de afronta ao governo, porém tem que ter a honra em reconhecer e expor que não se faz um trabalho melhor por falta de recursos. Contudo, a cúpula da SDS prefere maquiar números e dados, mostrando que em matéria de segurança “Alagoas está melhor”, que “a violência está decrescendo”, blá, blá, blá...

Tem que ter coragem, bater no peito e falar a verdade, mesmo que isso custe seu cargo comissionado e regalias, pois envolve uma coisa bastante séria, onde o que colocamos em risco com essas mentiras e dissimulação são vidas humanas, perdidas diariamente por causa da violência instalada no Estado.

Se fizermos um apanhado de notícias envolvendo militares, bombeiros, agentes prisionais e policiais civis, ao longo dos últimos meses, teremos um número considerável de agentes da lei mortos pela bandidagem. Mas como as vítimas são apenas policiais, barnabés do serviço público, isso não tem muita repercussão. Teremos que esperar que morra alguém do “alto clero”, um “graúdo”, para que aí, tenhamos alguma reação por parte do Estado. Enquanto estiver morrendo barnabés, está tudo legal, está tudo bem. Se for um grande... Aí complica! Vide o exemplo da Barra de São Miguel, onde depois de um bandido invadir uma casa de um deputado, criaram até uma Companhia Independente (da PM); se tivesse morrido um parente do deputado, teríamos um Batalhão, e se fosse o deputado que morresse, teríamos a criação de uma Nova Polícia Estadual para atuar na área de Barra de São Miguel.... Piada!!! A mesma caneta que cuida de criar uma companhia para a Barra de São Miguel, não cuida de assinar as datas bases dos militares, suas promoções, o resíduo de 7% e a efetivação da reserva técnica... Será que acabou a tinta Sr. Téo Vilela?

Hoje a Cúpula da SDS vive apenas de propagandas, querendo maquiar e fantasiar estatísticas, lembrando muito o que Goebles fazia na Alemanha Fascista, onde a propaganda servia para iludir boa parte da sociedade alemã, e no final, todos já sabem como acabou e quem sofreu mais foi a população da Alemanha.

Quanto ao fato do PDO do Sargento Teobaldo, é bom lembrarmos que quando alguém incomoda, eles procuram intimidar a todo custo, seja com matérias na imprensa, processos, transferências, um verdadeiro assedio moral por parte da SDS (nesse caso, por parte do comando geral da PMAL, que deveria ser conhecido como comando boca de forno. "Boca de forno? Forno! Faz o que eu mando? Faço! E se não fizer? Perde o comando e a estrela gemada!"). E como bem já foi dito aqui no blog, temos uma imprensa marrom (yellow Jounalism, no seu termo em inglês), onde pessoas que tem um pouco de influência dentro dessas organizações estão conseguindo abafar os erros de gestão na SDS.

E quando um soldado disse que não podia desempenar as suas funções porque o Estado não lhe provia os meios e que por conseqüência ele ia para o serviço apenas para dormir, por não ter como trabalhar, diante dessa sinceridade, foi duramente criticado e penalizado.

Acesse os links:

GAZETA DE ALAGOAS: Bombeiro matou colega de farda

GAZETA DE ALAGOAS: Policial civil assassinou duas pessoas

TUDO NA HORA: Bombeiro matou colega de farda

TUDO NA HORA: Policial civil assassinou duas pessoas

É, essa é Alagoas, a terra dos Marechais, e eu sou cidadã que resolveu sair da inércia, uma pessoa que sentiu a vontade de tomar uma atitude para ajudar a melhorar tudo isso, mesmo que de maneira informativa e conscientizadora, e não me sinto envergonhada, muito menos incapaz de dar uma singela contribuição porque cada um carrega o dom de fazer algo em prol do seu semelhante; por isso, eu posso, eu sou diferente, eu tenho atitude, eu sou mais uma que vestiu a camisa e estou no time das pessoas responsáveis por essa mudança, que há – sim – de ser alcançada. Lembrem-se: “Pilatos foi o maior covarde da história, justamente porque podia fazer algo em prol de alguém, um inocente, mas simplesmente se eximiu da sua responsabilidade lavando as mãos”. Assim sendo, como diz o texto constitucional tão em voga: “a segurança pública é direito de todos”, façamos cada um a nossa parte, ou o que pudermos fazer.

Eu sou Andressa Dörliuve

PEC 300: divergências e ânimos acirrados


Esclarecimentos do Deputado Federal Major Fábio

No dia 18/11, foi aprovado o destaque do Deputado Arnaldo Faria de Sá que faz voltar o texto original, equiparação com Brasília, isto tudo sob intenso protesto meu, do Capitão Assumção e do Deputado Paes de Lira, que votamos contra, inclusive eu já tinha antecipado o meu voto contrário desde o dia anterior.

Talvez vocês me perguntem: E agora Major Fábio? A minha resposta no presente momento é: NÃO EXISTE JOGO SEM PRESSÃO. O Deputado Paes de Lira, por exemplo, queria que fosse vinculado ao salário mínimo, até entramos em discussão também, o que é devidamente sadio, quando com respeito. Entretanto, diante da pressão de todos vocês, através de emails, comentários nesta comunidade, em blogs, etc, ele mudou completamente de idéia, sua emenda não foi aceita e hoje conto com o seu apoio.

Na próxima sessão, serão votados os destaques dos Deputados Francisco Tenório (inclusão da polícia civil) que já antecipei também o meu voto contrário, pois já existe a PEC 340 que trata dos policiais civis, pela qual também manifestarei irrestrito apoio. Será votado também o destaque da Deputada Andreia Zito (retirar o valor do piso), onde votarei contra também Por fim, quero externar a todos a minha esperança que continua mais viva, pois estamos vivendo um momento histórico, onde a maioria dos Deputados e Senadores já manifesta apoio à PEC 300. No Senado está tramitando a PEC 41 que, quer queiram quer não, é de nosso interesse, pois se for aprovada com um piso DIGNO, todos ficaremos satisfeitos. O Ministro da Justiça já deu entrevista falando em um piso de R$ 3.200,00. O presidente Lula já deu entrevista dizendo que policiais têm que ganhar bem. Pessoal, continuemos UNIDOS, em um mesmo espírito, pressionando quando tiver que pressionar, elogiando quando tivermos que elogiar e podem ficar tranqüilos, sou um soldado à disposição de todos vocês. Jamais serei a favor de nada que possa nos prejudicar, pois, não esqueçam, SOU POLICIAL MILITAR. Se a PEC 300 for aprovada, serei beneficiado. Tenho orgulho em ser Deputado Federal, mas dentro do meu peito bate um coração que se orgulha muito mais em ser POLÍCIA.

ABRAÇO A TODOS, ATÉ DIA 24/11. PEC 300, EU ACREDITO CADA DIA MAIS!!!


O clima está esquentando, e nós estamos de olho, e vamos pressionar ainda mais!

Andressa Dörliuve

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HIERARQUIA NAS POLÍCIAS MILITARES

POSTOS

"Somos Soldados Leais"

Memorial

Em homenagem a todos os Policiais Militares que foram punidos com 04 dias de prisão por haver, no dia 05/05/09, tomado parte em uma manifestação coletiva de caráter reivindicatório por aumento salarial para toda a Corporação da PMAL (assim como do CBM).

1. 3º Sgt PM nº 9168.98 Jânio Lima da Silva, do 1º BPM

2. 3º Sgt PM nº 8787.94 Aldo Cassimiro dos Santos, do 5º BPM

3. 3º Sgt PM nº 3754.85 Mat 5518.2 José Reginaldo Lins Teles, do 1º BPM

4. 3º Sgt PM nº 5159.87 Benedito Alves de Mesquita Filho, do 1º BPM

5. 3º Sgt PM nº 5757.88 Rosivaldo dos Santos Lessa, do BPTran

6. 3º Sgt PM nº 6871.91 Zezito Vicente de Oliveira Filho, da 3ª CPM/I

7. 3º Sgt PM nº 06758.91 Mat. 9174-0 José Everaldo da Silva, da 3ª Cia/Ind

8. Cb PM nº 3674.85 Ednilson dos Santos, do 8º BPM

9. Cb PM nº 3737.85 Mat 5500.0 Glaubi Melo de Souza, da 1º Cia/1º BPM

10. Cb PM nº 5266.87 Messias da Fonseca Cavalcante, do 8º BPM

11. Cb PM nº 6757.91 Mat 9173.1 Samuel Vitorino Gomes, da 3º Cia/1º BPM

12. Cb PM nº 4557.86 Paulo Marcos de Lima, do 5º BPM

13. Sd PM nº 8508.92 Carlos Jorge Cavalcante, do 5º BPM

14. Sd PM nº 8769.94 Jonas Freitas Vieira, do BPEsc

15. Sd PM nº 8998.98 Mat 11922.9 Givanildo Estevan dos Santos, do 1º BPM

16. Sd PM nº 9172.98 José Anilson dos Santos, do BPEsc

17. Sd PM nº 9818.06 Marcos Aurélio Barbosa Moura, do BPRp

18. Sd PM nº 9438.02 Mat 120566.8 Paulo Gomes da Rocha, do 1º BPM

19. Sd PM nº 9447.02 Mat 120266.9 Anderson Santos da Silva, do 1º BPM

20. Sd PM nº 9813.06 Mat 30749.1 Aretha Santos Barcelar do 1º BPM

21. Sd PM nº 9888.06 Mat 34424.9 Roberto Gomes da Silva Barros, do 1º BPM

22. Sd PM nº 10140.06 Mat 38475.5 Synara Moraes de Souza, do 1 BPM

23. Sd PM nº 9718.02 Mat. 120074.7 Pavla Márcia Moreira, do 5º BPM

24. Sd PM nº 9930.06 Mat. 32658.5 Hélder Tiago da Silva, do 1º BPM

25. Sd PM nº 10058.06 Mat. 30251.1 José Enaldo da Silva Júnior, do 5º BPM

26. Sd PM nº 10329.06 Mat. 38494.1 Israel Silva de Melo, do BPE

27. Sd PM nº 6394.89 Mat. 8951.6 Wellington Pereira da Silva, do BPEsc

28. Sd PM nº 10207.06 Mat. 33729.3 André Luis Souza de Figueiroa, do BPEsc

29. Sd PM nº 9213.99 Mat. 11187.2 José Aparecido dos Santos, do BPEsc

30. Sd PM nº 7570.91 Mat 9905.8 Joelson Vital do Santos, do 1º BPM

31. Sd PM nº 9693.02 Mat 120446.7 José Felipe do N. Santos, do 1º BPM

32. Sd PM nº 9405.02 Mat 120121.2 Allan Severino Costa, do 1º BPM

33. Sd PM nº 10012.06 Mat. 32613.5 Salomão Souza de Farias, do 1º BPM

34. Sd PM nº 10440.06 Ademir Barreto da Silva, do 5º BPM

35. Sd PM nº 9285.02 Allan Costa Bezerra, do 5º BPM

36. Sd PM nº 10309.06 Michael Abreu dos Santos, do 5º BPM

37. Sd PM nº 10254.06 Cristiano Bernardo da Silva, do 5º BPM

38. Sd PM nº 9445.02 Mauro Avelino da Silva Júnior, do 5º BPM

39. Sd PM nº 9515.02 João Carlos Costa Neto, do 5º BPM

40. Sd PM nº 6807.91 José Spinelli Ferreira, do BPEsc

41. Sd PM nº 9198.99 Givaldo André Bispo, do BPEsc

42. Sd PM nº 9541.02 Franklin José de Oliveira Santos, do BPEsc

43. Sd PM nº 7011.91 Mat. 9217.7 José Cícero dos Santos, do BPEsc

44. Sd PM nº 9566.02 Mat 120150.6 Rogério James Teixeira de Lima, do 4º BPM

45. Sd PM nº 9567.02 João Luiz da Silva Neto, do BPEsc

46. Sd PM nº 7485.91 Carlos Alexandre dos Santos, da 3ª Cia/Ind.

47. Sd PM nº 9785.03 Thiago Anselmo da Silva, do BPEsc

48. Sd PM nº 9118.98 Mat. 11982-2 Samuel Lino, do 1º BPM

49. Sd PM nº 08110.92 Mat. 10656-9 José Rogério dos Santos, do BPE

50. Sd PM nº 08469.92 Mat. 11114-4 José Benedito dos Santos Correia, do BPE

51. Sd PM nº 10199.06 Mat. 31604-0 Cícero dos Santos Barros Júnior, do BPE

52. Sd PM nº 10086.06 Mat. 38779-7 Elayne Kelly Cordeiro da Rocha, do BPE


Como todos nós sabemos, durante a Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi tido como traidor e pagou por isso com a própria vida. Hoje, décadas depois do fato, o temos como Herói Nacional e as Polícias Militares do Brasil o tem como Patrono. Esses 52 militares que estão com seus nomes citados logo acima, foram punidos com 4 dias de prisão cada um por lutarem por um ideal, o qual é o de um aumento salarial para toda a Corporação (do Soldado ao Coronel) previsto em uma lei que o próprio Governo do Estado de Alagoas propôs e que não quer cumprir. Essas pessoas tomaram parte em uma mobilização, doaram sangue, foram transferidas de suas Unidades e ainda foram presas. Hoje elas estão com a “ficha suja”, e com uma dor no coração que nada no mundo vai apagar.

Mas nem por isso deixarão de ter de mim um singelo reconhecimento por este ato, que pretendo dar continuidade todo dia 05 de maio, esteja eu de folga ou não, como forma de lealdade e respeito.

A vocês, Briosos Companheiros, eu os tenho como um referencial.

Saibam que para sermos heróis, não é preciso que morramos; basta apenas um sacrifício em prol do próximo. Por isso, para mim, vocês são todos Heróis.


Sd PM 9519.02 – Agenário Velames de Almeida